Órgãos públicos sob ataque

Vários órgãos públicos brasileiros sofreram violações nos primeiros meses de 2021. É o que revela o Painel de Incidentes Cibernéticos do portal Security Report.

No dia 15 de janeiro de 2021, o TRF-3 sofreu um ataque do tipo DDoS. Quinze dias depois, em 01/02, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) confirmou invasão aos seus sistemas. Em seguida, em 05/02, foi a vez da Eletrobrás, que foi obrigada a desligar os sistemas da Eletronuclear por causa de ataques hackers. No final de abril, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul também foi alvo de cibercriminosos.

“A questão é muito grave. Nós nunca enfrentamos esse tipo de problema, nessa dimensão. Os sistemas foram invadidos e arquivos corrompidos e nós estamos ainda sob ataque, permanecemos sob ataque. Não temos segurança ainda para dizer quando podemos retomar a operação dos sistemas de forma normal”, comentou o desembargador Antônio Vinicius Amaro da Silveira, do Conselho de Comunicação do TJ ao G1.

Além do painel da Security Report, a Kaspersky também mantém um mapa de ameaças cibernéticas no mundo, atualizado em tempo real.

Mapa da Kaspersky com dados sobre ameaças em potencial no Brasil
Tela do mapa da Kaspersky com dados sobre ameaças em potencial no Brasil

Ransomwares direcionados

Os dados fornecidos por esses portais revelam que as ameaças do tipo ransomware (sequestro de dados com pedidos de resgate) cresceram e são hoje as mais recorrentes nos golpes virtuais contra empresas. Um relatório da Kaspersky confirma isso e destaca que, entre 2019 e 2020, a quantidade de clientes que sofreram com ransomwares direcionados aumentou 767%. Os setores mais visados são o industrial, as agências governamentais e organizações de saúde.

Com base nessa lamentável realidade, o mundo corporativo vem se empenhando em reforçar suas defesas. O problema é que muitas dessas corporações foram invadidas, não porque não tivessem sistemas de defesa, mas porque seus sistemas nunca foram testados ao máximo para que se conhecessem possíveis vulnerabilidades.

Exatamente por isso, CIOs e CISOs estão aderindo às soluções de simulação de violações e ataques, como as da Cymulate, que são capazes de testar continuamente as defesas de uma empresa, apontar brechas de sistemas ou de configuração e apontar os caminhos para correção.

Quer saber como se proteger de ameaças cibernéticas?

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in posts
Search in pages